MINISTÉRIO RENASEM SALVADOR BAHIA - RCC

Sejam Bem-Vindos! "Fazemos parte do Ministério de Seminaristas que comungam do carisma da RCC e juntos nos unimos através do retiro RENASEM para orarmos, reavivarmos a nossa fé, vocação e vivermos este carisma - Em particular, somos do Estado da Bahia e desejamos chegar ao coração das Dioceses do país com a nossa fraternidade e oração vivendo intensamente o processo formativo em nossos seminários".

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Pensamento Filosófico


ARTHUR SCHOPENHAUER
(1788-1860)
Filósofo alemão


Arthur Schopenhauer nasceu em Dantzig (Prússia), em 22 de fevereiro de 1788. Filho do comerciante Henrich Floris Schopenhauer e de Johanna Henriette Trosenier, que o encaminharam aos estudos voltados para o comércio. Viajou por diversos países da Europa com a finalidade de aprimorar seus conhecimentos. Após o falecimento de seu pai, provavelmente por suicídio, Arthur iniciou seus estudos humanísticos. Em 1807 matriculou-se no Liceu Weimar. Em 1809 cursou a faculdade de medicina de Gottigen, tendo como professor Schulze, que o aconselhou o estudo de Platão e Kant. Em 1811, na Universidade de Berlim, assistiu cursos ministrados por Schleiermacher e Fichte. Doutrinou-se pela Universidade de Berlim com tese intitulada "Quadrupla Raiz do Princípio da Razão Suficiente". Johanna, sua mãe, era escritora. Mulher bem sucedida como romancista, frequentava círculos que Arthur considerava "mundanos", e por isso não recebiam sua aprovação. Johanna criou um salão em Weimar, onde nas poucas visitas que Schopenhauer fez a este local, teve oportunidade de entrar em contato com Goethe. Tornaram-se amigos e Goethe acabou por sugerir que Schopenhauer trabalhasse uma teoria anti-newtoniana.

Este estudo possibilitou que, em 1816, realizasse um trabalho intitulado: "Sobre a Visão e as Cores". A relação mãe e filho era instável e conflituosa, levando Schopenhauer a distanciar-se definitivamente de sua mãe em 1814 . Ambos desvalorizavam-se mutuamente em público. A mãe, disse certa vez, que a tese de Schopenhauer não passava de um "tratado de farmácia", ao mesmo tempo que o filho declarava que Johanna somente seria lembrada por ter sido sua mãe, e não pelos romances que escreveu. Nesta época, Schopenhauer mudou-se para Desdra. No período compreendido entre 1818 e 1819, este filósofo viveu na Itália. Ao retornar em 1820, após submeter-se a uma seleção, passou a ministrar aulas em Berlim, na Universidade de Berlim. Neste período entra em conflito com Hegel, que lecionava na mesma universidade, disputando com ele a presença de alunos em seus cursos. Schopenhauer fracassa nesta disputa.

Com apenas quatro ouvintes em sua sala, renunciou às aulas. Apresentou crises depressivas após o ano de 1821, ao desentender-se com uma pensionista que residia na mesma pensão em que vivia. Este episódio, fez com que Schopenhauer se comprometesse economicamente com a pensionista por muitos anos. Mais tarde, Schopenhauer voltou a procurar a Universidade de Berlim para lecionar, mas não obteve êxito nesta procura. Publicou, nesta época a obra "O Mundo como Vontade e Representação", pela qual recebeu algum reconhecimento. Vinte anos após esta publicação, saiu a segunda edição desta obra, enriquecida com um segundo volume de notas e adiantamentos. Em 1831, para fugir de uma epidemia de peste que tomava Berlim, Schopenhauer mudou-se para Frankfurt, permanecendo nesta cidade até seu falecimento, que deu-se em 21 de setembro de 1860, vítima de pneumonia.

Viveu uma vida muito solitária, preferindo a companhia de animais a outros seres humanos. Nos últimos anos de sua vida, obteve reconhecimento do público em relação a sua obra, quando então na Alemanha a filosofia de Hegel perdeu sua força, dando lugar a filosofia de Schopenhauer. Suas idéias exercem forte influência sobre a cultura posterior à dele, o que percebe-se nas obras de Horkheimer, Wittgenstein e escritores como Tolstói, Zola, Anatole France, Kafka e Thomas Mann. Suas principais publicações foram: "O Mundo como Vontade e Representação"(1819 - 1ª edição); "Sobre a Quadrupla Raiz do Princípio da Razão Suficiente" (1813); "Sobre a Visão e as Cores" (1816); "Sobre a Vontade da Natureza" (1836); "Os Dois Princípios Fundamentais da Ética" (1841); "Parerga e Paralipomena" (1851- conjunto de ensaios). Schopenhauer critica vorazmente as filosofias de Fichte e Schelling, julgando-as "a enfatuada, vacuidade", apesar de reconhecer nelas algum talento. Seu maior alvo de críticas, porém, foi Hegel, a quem julga um "charlatão", rotulando sua filosofia como "palhaçada filosófica". Sua oposição a Hegel deve-se principalmente à concepção hegeliana da história como progresso.

Para Schopenhauer a história não nos ensina, sendo ela apenas repetição de fatos, não acrescentando nada ao homem. Considera que o idealismo está voltado a interesses ligados a Igreja e ao Estado. Identifica nesta corrente de pensamento uma posição sofística que atribuí principalmente a Hegel, concluíndo então que o idealismo não encontra-se comprometido com a verdade. A filosofia de Schopenhauer tem como referência a primeira filosofia de Kant, a quem sempre considerou como o filósofo mais original e importante da história do pensamento. Kant aponta a diferença existente entre o fenômeno e a coisa-em-sí, e acredita que o fenômeno é a única realidade acessível ao conhecimento, o que não pode-se conhecer é a coisa-em-sí. Para Schopenhauer o fenômeno não passa de aparência, ilusão, sonho - o que na filosofia indiana é definido como "Véu de Maia" - sendo que a coisa-em-sí é a realidade que se esconde atrás do fenômeno. A leitura que Schopenhauer atribuí ao fenômeno sob influência das filosofias indiana e budista, em nada se assemelha à filosofia kantiana. Partindo de sua concepção de fenômeno, Schopenhauer sugere que sua filosofia seja uma integração necessária à filosofia de Kant, pois ele acredita haver descoberto o acesso à coisa-em-sí, ao qual denomina " vontade".

O conceito de vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Schopenhauer compreende o mundo como representação e vontade. O autor diz: "O mundo é minha representação." A representação implica em dois aspectos importantes: o sujeito da representação, que é o que tudo conhece e não é conhecido por ninguém; e o objeto da representação que é condicionado pelo tempo, pelo espaço e pela causalidade. O sujeito, para ele, estaria fora do tempo, sendo uno, indiviso, em todos os seres humanos capazes de representação. Caso o sujeito deixe de existir, deixa de existir com ele o mundo representado.

O homem, como representação é um fenômeno, assim como o mundo. Ambos são vontade. O corpo do homem, para este autor, é a objetivação da vontade, ou seja, do em-sí do homem. A realidade interna do homem, representada pelo fenômeno, é sua aparência. Vontade e corpo são inseparáveis, compondo um todo. A filosofia de Schopenhauer é tida como pessimista, pois o homem está enquanto finito na condição de mortal; a vontade muitas vezes não possuí meta nem finalidade, sendo insaciável. Isto tudo gera dor ao homem, o que leva ao autor afirmar: "Viver é sofrer". Esta dor aponta para as ausências do homem. A vontade pode ser temporariamente saciada, causando tédio ao homem, e logo em seguida a vontade passa novamente a sua condição de falta. A vida do homem oscila então entre a dor e o tédio. Este filósofo encontra na arte uma outra oportunidade de momentaneamente escapar da dor e do sofrimento humano.
Isto é possível quando o conhecimento desvincula-se da vontade em desinteressada contemplação. Aponta a música como a arte mais profunda e universal, sendo ela a imediata revelação da vontade. Pela primeira vez na História da Filosofia a música ocupa um papel de destaque.

Aponta a compaixão como sendo a forma pela qual o homem liberta-se de sua individualidade, reconhecendo-se como parte de um todo, compartilhando com os demais o sofrimento de viver. Isto, para ele é fundamental para o existir humano. Para Schopenhauer a salvação do homem do sofrimento de existir, consistiria em uma atitude radical, de renúncia do mundo e suas solicitações, anulando assim por completo a vontade, tornando-o realmente livre, indo ao encontro do nada.

Fonte: www.pucsp.br

sábado, novembro 25, 2006

MINISTÉRIO RENASEM BAHIA - De mãos e corações unidos ao Cristo Bom Pastor

CARTA ABERTA DO COORDENADOR ESTADUAL dO Ministério RENASEM Bahia

Salvador, 20 de novembro de 2006.

Caríssimo irmão seminarista, companheiro renasem.

“Que o sedento venha, e quem o deseja, receba gratuitamente a água da vida”. (Ap 22,17b)

Não quero cessar de bendizer a Deus Pai, que nos criou e nos reuniu para que viesse sobre nós por meio de seu Filho Unigênito o Espírito Santo Consolador.
Tenho certeza que das maravilhosas promessas, que vi se cumprirem no nosso RENASEM Regional, uma porção especial pertencia a você. O meu coração se alegra imensamente e exulta de alegria em Deus, meu Criador, porque ele demonstrou o poder de seu braço. O seu Nome é Santo. O seu braço forte se estendeu à nossa geração. Pra aqueles que estão por surgir em nome de Deus como fruto do nosso futuro e tão próximo Mistério Sacerdotal, a promessa do Senhor é força.

Não queremos permitir que a súplica de um Novo Pentecostes se perca em meio aos afazeres do nosso cotidiano. Que Deus abençoe a cada um de nós a fim de que no nosso coração haja a abertura necessária para um perene Batismo no Espírito Santo, com todas as suas conseqüências: amor a Palavra de Deus, uma vida mais intensa de oração, uma fé carismática, unção para ouví-lo e serví-lo, amor pela Igreja e por nossos Pastores, o Papa e os Bispos.

Meu irmão, diante da confusão, da desilusão, da decepção, diante da própria fraqueza, corra para Deus! Busque refúgio no colo do Pai! Conduza sua vida no caminho de Deus, porquanto ele permanecerá fiel às suas promessas.
Queremos, todos nós, seminaristas, estarmos motivados e animados com o desejo de Jesus de que seu Espírito Santo venha sobre nós. O Senhor Jesus tem pressa de que seu Santo Espírito aja em nosso meio e realize a grande obra do homem novo.
Neste ensejo quero convidar a todos que desde já comecem a se organizar para participar do XXVII RENASEM Nacional. Que será realizado na Arquidiocese de Niterói – RJ, na cidade de Rio Bonito, entre os dias 8 e 12 de janeiro de 2007.

Oriento a todos os seminaristas que não têm condições financeiras que procurem o Coordenador Diocesano da RCC de sua Diocese ou algum Coordenador de Grupo de Oração para que possa ser ajudado.

Estamos organizando uma caravana juntamente com Sergipe. Caso, alguém queira pareticipar desta aventura de fé conosco, basta entrar em contato conosco, atravez de nosso e-mail: renasembahia@yahoo.com.br - e pode ter certeza que este Renasem marcará anossa caminhada, como os outros já vêm marcando.

Você não pode ficar de fora desse grande momento de Júbilo. Oremos todos juntos para que os baianos participem em maior número possível no próximo RENASEM

Fraternalmente, um abraço de seu Irmão em Cristo,
____________________________________________
Jailson Jesus dos Santos
Coordenador Estadual

ESTA CHEGANDO... RENASEM 2007

"QUE O SEDENTO VENHA E QUEM O DESEJA, RECEBA GRATUITAMENTE A ÁGUA DA VIDA"
Ap 22,17b


Tudo já está confirmado! O Ministério Renasem do Estado do Rio de Janeiro e a Renovação Carismática Católica da Arquidiocese de Niterói irão acolher seminaristas e padres de todo o Brasil para o XXVII Retiro Renasem.

O retiro será de 08 - 12 de janeiro de 2007. A recepção no local será apartir das 8h. Às 18h, deste dia, iniciará o retiro com a Missa Solene e no decorrer deste dia a programação segue com pregações, orações, celebrações e partilhas.

O local do retiro será o Colégio Municipal de Rio Bonito - Rodovia Br 101 Km 265 - Praça Cruzeiro Rio Bonito. As inscrições até 31/12/06 é de R$40.00 e após será de R$45.00

Procure, você que é padre ou seminarista, o seu coordenador estadual ou diocesano e comunique o seu interesse em participar deste retiro que tanto vem ajudando na caminhada dos atuais e futuros ministros de Deus.

Qualquer dúvida ou outras questões e eventualidades, fale conosco pelo nosso e-mail: renasembahia@yahoo.com.br

Grupo de Oração do Ministério Renasem no Seminário de Salvador

"Agora, se ouvires a minha voz e guardardes a minha aliança... sereis para mim um reino de Sacerdotes e uma nação Santa!"
Ex. 19, 5-6



"Um movimento ou uma espiritualidade particular, de fato, 'não constitui uma estrutura alternativa à Instituição'. É, assim, a fonte de uma presença que continuamente regenera a sua autenticidade existencial e histórica. O sacerdote pode, por isso, encontrar, num movimento, a luz e o calor que o torna capaz da fidelidade ao seu bispo, pronto para as incumbências da instituição e atento à disciplina eclesiástica, de modo que seja mais fértil a vibração da sua fé e o gosto da sua fidelidade".
PDV 68, §1, p.177

Nós nos reunimos todas as terças-feira, na nossa casa de formação, para colocarmos em prática o carisma do Ministério e partilhar a nossa vida e nossa caminhada de fé e doação a Deus. Do nosso grupo, muitos foram os que já se ordenaram, dentre eles, o nosso orientador espiritual do Renasem Regional - Nordeste, Pe. Rutinaldo e muitos outros. O cansaço as vezes bate a nossa porta, mas a graça de Deus entra por todos os cantos e nos unge com a perseverança na unidade e na oração.

No Grupo de oração encontramos, em Deus, a fortaleza para o nosso ministério e para bem viver o nosso processo formativo. Nosso grupo é aberto para qualquer seminarista de nosso seminário, apenas temos a exigência de levar para o Renasem aqueles que participam do Grupo de Oração. Temos, para melhor conduzir o nosso grupo, um coordenador, Jurandir da Silva Paz, que conduz muito bem e tem o apoio da coordenação estadual.